Deus chama. Sim, Ele chama. Não é um chamado genérico, nem uma convocação em massa. É um chamado pessoal, único, intransferível. Um chamado que parte do coração de Deus e ecoa no mais íntimo do nosso ser. E a pergunta que nos desafia hoje não é se Deus ainda chama, mas sim: como estamos respondendo?
A verdade é que muitos vivem ocupados demais para escutar. Outros até escutam, mas ignoram. Há quem fuja, quem adie, quem silencie a voz de Deus com distrações, medos ou justificativas. Mas o chamado de Deus não é um convite qualquer é um grito de amor. Ele nos criou com um propósito, e esse propósito não se realiza sem uma resposta livre e generosa.
Responder ao chamado de Deus não é apenas mudar de vida, mas permitir que a vida mude de direção. É deixar de ser protagonista dos próprios planos para tornar-se colaborador do plano de Deus. É ter a coragem de perguntar com sinceridade: “Senhor, o que queres de mim?” e, mais ainda, a ousadia de escutar a resposta, mesmo que ela vá contra nossas expectativas.
Talvez Deus te chame à vida sacerdotal, à vida consagrada, ao matrimônio, à missão, à entrega total num serviço à Igreja, ao mundo, aos pobres, à tua família, à juventude. Ele chama. E cada resposta muda o mundo. Cada “sim” autêntico abre espaço para que o Reino de Deus aconteça aqui e agora.
Mas atenção: responder não é fácil. Envolve renúncia, fé, amadurecimento. É preciso vencer o medo de perder o controle, o apego às seguranças e a ilusão de que a felicidade está onde o mundo aponta. Responder ao chamado de Deus exige fé concreta, pés firmes no chão e coração disponível.
Então, e você? Vai continuar apenas ouvindo a voz de Deus ou vai finalmente escutá-la? Vai continuar esperando o momento ideal ou vai começar hoje, com o que tem, onde está? O tempo da resposta é agora. Não há vocação sem decisão. Deus chama. E espera tua resposta.
“Se hoje ouvirdes a sua voz, não endureçais o coração” (Hb 3,15).


